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Brasília,20/02/2026

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    UAI! Lulinha fora do país no auge da CPMI do INSS?

    Pedido de quebra de sigilos coloca Lulinha no centro da CPMI do INSS


    UAI! Lulinha fora do país no auge da CPMI do INSS? Viagem de Lulinha durante o avanço da CPMI do INSS gera críticas e levanta dúvidas sobre transparência no governo federal.

    Por Cláudio Ulhoa

    UAI! Em Brasília, quando o noticiário começa a tropeçar nas próprias coincidências, o mineiro dentro da gente coça a cabeça. O relator da CPMI do INSS pediu a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Até aqui, o que existe é um requerimento regimental, um instrumento legítimo de investigação. Mas o que veio junto foi o barulho político, e uma pergunta que ecoa nos corredores: por que o personagem central do pedido não está no Brasil justamente agora?

    É preciso cuidado com as palavras. Ninguém está afirmando culpa. Não se condena ninguém por manchete. O ponto é outro: a narrativa pública. Se a CPMI investiga um esquema bilionário que teria sangrado aposentados e pensionistas, e se o nome de Lulinha aparece em relatos, relações e proximidades descritas por testemunhas, o mínimo esperado é transparência ativa. Quem não deve, não teme, frase gasta, eu sei, mas ainda válida quando o assunto é confiança institucional.

    O governo costuma repetir que investigações devem “doer a quem doer”. Pois bem. Chegou a hora de provar que não é só discurso de palanque. A quebra de sigilos, quando justificada e autorizada, não é perseguição; é método. É o Estado dizendo: “vamos aos fatos”. O problema surge quando a base governista parece se mexer mais para frear do que para esclarecer. Aí o uai!” vira interrogação grande.

    E a ausência? Em política, timing é tudo. Estar fora do país no momento em que um pedido desses ganha corpo não é crime. Mas também não é irrelevante. A percepção pública conta. Se a investigação é séria, depor, colaborar e esclarecer são atitudes que pacificam o ambiente e desmontam teorias. Fugiu? Não dá para afirmar. Coincidiu? Talvez. Convenceu? Ainda não.

    Há outro ponto incômodo: a tentativa de empurrar o foco para terceiros, como se equivalência resolvesse dúvidas. Não resolve. CPMI não é ringue de distrações. É lupa. E a lupa, goste-se ou não, está apontada para quem aparece no fio da meada. Se amanhã surgir algo contra qualquer outro nome, que se investigue também. Sem seletividade.

    No fim, o Brasil não precisa de heróis nem vilões fabricados. Precisa de coerência. Se a promessa é investigar sem blindagens, que assim seja. Se não há nada a esconder, que se mostre. Porque, do jeito que está, fica difícil pedir confiança ao país quando o roteiro parece ensaiado para evitar perguntas. UAI! Transparência não deveria assustar ninguém.




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