Governo Lula cria crise diplomática ao levantar hipótese de intervenção dos EUA no Brasil

Documento do Itamaraty associa combate ao PCC e ao Comando Vermelho a possível ação militar americana e provoca reação de Washington


Governo Lula cria crise diplomática ao levantar hipótese de intervenção dos EUA no Brasil Governo Lula transforma debate sobre facções em crise diplomática com os Estados Unidos.

Por Cláudio Ulhoa

O governo Lula abriu mais uma crise diplomática ao permitir que o Itamaraty mencionasse, em documento oficial enviado ao Congresso, a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.

O texto, assinado pelo chanceler Mauro Vieira, relacionou a eventual classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas ao risco de uso da força americana em território brasileiro.

A reação dos Estados Unidos foi imediata. Washington classificou a avaliação como absurda e afirmou que o enquadramento das facções tem como objetivo ampliar sanções, bloqueios financeiros e ações contra o crime organizado, sem prever invasão militar.

O episódio expõe a falta de coordenação dentro do governo Lula. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o presidente teria repreendido Mauro Vieira pelo conteúdo do documento. O Itamaraty, porém, negou a existência da ligação.

Com versões desencontradas, o Planalto agora precisa explicar como uma afirmação tão grave foi incluída em uma comunicação oficial.

Em vez de apresentar soluções concretas para enfrentar o crescimento das facções criminosas, o governo Lula preferiu criar uma narrativa de ameaça externa e transformar um tema de segurança pública em novo confronto político.

O resultado foi desgaste internacional, cobrança no Congresso e mais um sinal de improvisação na política externa brasileira.




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