Daniel Vilela lidera corrida ao governo de Goiás e coloca Marconi Perillo na defensiva, aponta Paraná Pesquisas
Governador aparece com 44,4% das intenções de voto no cenário estimulado; ex-governador Marconi Perillo tem 25,4%, enquanto Wilder Morais soma 11,5%
Daniel Vilela lidera pesquisa em Goiás com 44,4% e abre vantagem sobre Marconi Perillo na corrida pelo governo estadual. A disputa pelo governo de Goiás começa a ganhar contornos mais claros em 2026. Levantamento divulgado nesta segunda-feira, 6 de julho, pelo Paraná Pesquisas mostra o governador Daniel Vilela (MDB) na liderança do cenário estimulado de primeiro turno, com 44,4% das intenções de voto.
Na sequência aparece o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 25,4%. O senador Wilder Morais (PL) registra 11,5%, seguido por Luis Cesar Bueno (PT), com 3,3%, e Telemaco Brandão (Novo), com 1,1%. Outros 5,5% não souberam ou não opinaram, enquanto 8,8% disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados.
O dado mais relevante do levantamento não está apenas na dianteira de Vilela, mas na distância em relação ao principal adversário. A diferença entre o governador e Marconi é de 19 pontos percentuais, o que coloca o emedebista em posição confortável neste momento da pré-campanha.
A pesquisa ouviu 1.300 eleitores em Goiás entre os dias 3 e 5 de julho de 2026. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número GO-01366/2026.
Aprovação do governo fortalece Vilela
Outro ponto que pesa a favor de Daniel Vilela é a avaliação da administração estadual. Segundo o levantamento, 74,5% dos entrevistados aprovam o governo, enquanto 20,8% desaprovam. Na avaliação qualitativa, 54,1% classificam a gestão como “ótima” ou “boa”, 31,2% avaliam como “regular” e 11,7% dizem que o governo é “ruim” ou “péssimo”.
Esse índice de aprovação dá musculatura eleitoral ao governador, especialmente porque Vilela assumiu o comando do Estado após a saída de Ronaldo Caiado do governo. A posse foi marcada para 31 de março de 2026, depois da desincompatibilização de Caiado para disputar a Presidência da República pelo PSD, conforme informou a Assembleia Legislativa de Goiás.
Rejeição acende alerta para Marconi
Se Vilela lidera nas intenções de voto, Marconi Perillo enfrenta um obstáculo pesado: a rejeição. De acordo com o levantamento, o tucano é o nome mais rejeitado entre os pré-candidatos ao governo, com 37,8%. Wilder Morais aparece com 20,5% de rejeição, enquanto Daniel Vilela tem 15,8%.
Esse número ajuda a explicar o tamanho do desafio de Marconi. O ex-governador ainda preserva recall eleitoral e base política, mas a rejeição elevada limita sua capacidade de crescimento, principalmente em uma disputa que tende a ser marcada pela comparação entre passado administrativo, alianças nacionais e continuidade da atual gestão.
Cenário ainda exige cautela
Apesar da vantagem de Daniel Vilela, pesquisa eleitoral é fotografia do momento, não sentença de resultado. O quadro ainda pode mudar com o avanço da campanha, definição oficial de chapas, tempo de televisão, apoios municipais, movimentação de lideranças nacionais e desempenho dos candidatos nos debates.
Ainda assim, o levantamento mostra que Vilela entra na disputa com três ativos importantes: liderança nas intenções de voto, aprovação administrativa alta e rejeição menor que a dos principais adversários. Para Marconi, o desafio será reduzir resistência. Para Wilder, a missão é transformar presença ideológica e apoio do campo conservador em voto efetivo fora de sua base mais fiel.
No tabuleiro goiano, a pesquisa indica que Daniel Vilela começa a corrida em vantagem. Mas, em eleição, vantagem só vira vitória quando resiste ao desgaste da campanha.




COMENTÁRIOS