Lula diz que pobre compra celular roubado e gera polêmica: declaração levanta críticas sobre crime e desigualdade

Declaração do presidente levanta dúvidas, críticas e mais perguntas do que respostas sobre segurança pública e responsabilidade criminal


Lula diz que pobre compra celular roubado e gera polêmica: declaração levanta críticas sobre crime e desigualdade Ao afirmar que "rico não compra celular roubado, mas pobre compra", Lula abriu uma nova polêmica nacional.

Em mais uma de suas declarações que parecem desafiar a lógica e o bom senso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu explicar quem compra celular roubado no país. Segundo ele, os ricos não compram aparelhos de origem criminosa. Quem compra são os pobres.

Pronto. Em poucos segundos, o presidente conseguiu transformar um crime previsto no Código Penal em uma questão de classe social.

A fala ocorreu durante uma discussão sobre o programa Celular Seguro, iniciativa do governo federal para combater roubos e furtos de aparelhos. Até aí, tudo bem. O problema surgiu quando Lula decidiu criar uma espécie de perfil socioeconômico do receptador brasileiro.

A pergunta que fica é simples: desde quando o crime escolhe conta bancária?

Porque, até onde se sabe, receptação continua sendo crime para qualquer cidadão, independentemente da renda, da profissão ou do CEP onde mora. O sujeito que compra um celular que vale R$ 8 mil por R$ 1,5 mil sabe exatamente o que está fazendo. E isso vale para o morador da periferia, do Lago Sul, dos Jardins ou de qualquer outro lugar.

O perigo da narrativa

O que mais preocupa não é apenas a declaração em si.

É a mensagem transmitida.

Quando uma autoridade máxima da República sugere que a compra de produtos roubados é algo associado aos mais pobres, cria-se uma perigosa narrativa de relativização da responsabilidade individual.

Pior ainda: passa a impressão de que existe uma espécie de compreensão social para quem alimenta o mercado ilegal.

E é justamente esse mercado que financia organizações criminosas, incentiva assaltos e transforma milhares de brasileiros em vítimas todos os anos.

Sem comprador, não existe mercado.

Sem mercado, o roubo perde parte do incentivo econômico.

É uma lógica simples.

O celular tem dono

Outro ponto curioso foi a proposta de enviar mensagens para quem está usando aparelhos registrados como roubados ou furtados.

A ideia parece interessante.

Mas aqui surge outra questão.

Se o governo possui a identificação de milhões de aparelhos irregulares, por que não investir em mecanismos ainda mais eficazes de bloqueio, rastreamento e recuperação?

Afinal, o celular roubado tem dono.

O prejuízo tem vítima.

E a sociedade espera que o foco esteja no criminoso e não na criação de teorias sociológicas sobre quem compra ou deixa de comprar.

UAI, e agora?

O Brasil enfrenta recordes de roubos, golpes digitais e atuação crescente do crime organizado.

A população espera soluções.

Espera inteligência policial.

Espera punição para criminosos.

Espera segurança.

O que não esperava era descobrir que, segundo a nova tese presidencial, a receptação possui classe social definida.

UAI!

Daqui a pouco vão dizer que o ladrão também faz pesquisa de renda antes de escolher a vítima.

Porque no mundo real, infelizmente, o crime não pergunta quanto você ganha.

E a lei também não deveria.




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