Celina lidera todos os cenários e transforma gestão em principal força contra Arruda, Grass, Cappelli e Caputo
Pesquisa mostra a governadora à frente na disputa pelo Palácio do Buriti; entregas administrativas fortalecem candidatura, mas rejeição e eleitorado indeciso exigem cautela
Celina Leão lidera todos os cenários para o Governo do Distrito Federal e amplia a vantagem sobre Arruda, Grass, Cappelli e Caputo, aponta pesquisa. A pouco mais de dois meses do primeiro turno das eleições de 2026, Celina Leão consolidou uma posição que seus adversários ainda não conseguiram alcançar: a de candidata a ser derrotada na corrida pelo Governo do Distrito Federal. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, conforme o calendário oficial da Justiça Eleitoral.
O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostra Celina na liderança dos dois cenários estimulados. Na simulação com José Roberto Arruda, a governadora aparece com 34,6%, contra 28,1% do ex-governador. Leandro Grass registra 11,9%, Ricardo Cappelli tem 4,5%, Paula Belmonte soma 3,6% e Kiko Caputo aparece com 1,3%.
Sem Arruda na disputa, a vantagem de Celina aumenta consideravelmente. A governadora alcança 45,9%, enquanto Grass aparece com 16,3%, Paula Belmonte com 7,2%, Cappelli com 5,7% e Caputo com 2,6%. Os números revelam que, neste momento, nenhum dos nomes da oposição conseguiu se apresentar como alternativa competitiva isoladamente.
A principal vantagem de Celina está na possibilidade de transformar ações administrativas em capital eleitoral. Programas sociais, obras de infraestrutura, atendimento direto nas regiões administrativas e iniciativas como o GDF na Sua Porta ampliam a presença do governo nos locais onde o cidadão cobra soluções concretas. Enquanto os adversários concentram esforços em críticas e articulações políticas, a governadora procura ocupar o território das entregas.
Esse movimento ajuda a explicar os 58,3% de aprovação registrados pela administração. Entretanto, o resultado não permite acomodação. A mesma pesquisa aponta que 37,6% desaprovam o governo e que Celina possui rejeição de 26,3%, índice próximo aos 27,9% registrados por Arruda. A liderança é consistente, mas ainda existe resistência relevante entre parcelas do eleitorado.
Outro sinal de alerta está na pesquisa espontânea: 66,7% dos entrevistados não souberam ou preferiram não indicar um candidato quando os nomes não foram apresentados. Isso demonstra que grande parte da população ainda não entrou definitivamente no ambiente eleitoral. Portanto, a fotografia atual favorece Celina, mas não transforma a eleição em resultado antecipado.
Para Grass, Cappelli, Caputo e os demais adversários, o desafio será apresentar propostas capazes de disputar a atenção do eleitorado para além dos ataques ao governo. Para Arruda, o desafio é reduzir a diferença e a própria rejeição. Para Celina, a missão será continuar entregando resultados, enfrentar os problemas do DF e evitar que a vantagem política produza excesso de confiança.
Hoje, Celina Leão lidera porque conseguiu unir presença política, exposição administrativa e uma agenda de entregas. Caso mantenha esse ritmo até outubro, seus adversários não precisarão apenas enfrentá-la nas urnas: terão de convencer a população de que possuem um projeto mais confiável e eficiente para Brasília. Até agora, os números indicam que essa alternativa ainda não apareceu.




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