Morre Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro
“Mão Santa” deixa legado histórico e quase 50 mil pontos na carreira
Oscar Schmidt marcou época no basquete mundial e se tornou símbolo histórico do esporte brasileiro O esporte brasileiro perdeu nesta sexta-feira (17) uma de suas figuras mais emblemáticas. Morreu, aos 68 anos, o ex-jogador Oscar Schmidt, conhecido mundialmente como “Mão Santa”. Segundo informações confirmadas por sua assessoria, o ex-atleta passou mal e recebeu atendimento médico em São Paulo, mas não resistiu.
Oscar enfrentava desde 2011 um câncer no cérebro, doença contra a qual travou uma longa batalha ao longo dos últimos anos. Mesmo durante o tratamento, manteve presença pública ativa e continuou sendo referência nacional do basquete e do esporte olímpico brasileiro.
Natural de Natal (RN), Oscar Schmidt construiu uma trajetória considerada única no esporte mundial. Durante décadas, foi reconhecido como o maior pontuador da história do basquete internacional, com cerca de 49 mil pontos somados entre clubes e seleção brasileira, marca que consolidou sua posição entre os grandes nomes da modalidade.
Sua carreira começou ainda adolescente e atravessou quase três décadas em alto nível. Defendeu equipes tradicionais no Brasil e na Europa, com destaque para passagens pela Itália e Espanha, além de clubes como Palmeiras, Sírio, Corinthians e Flamengo. Pela seleção brasileira, tornou-se protagonista de campanhas históricas e símbolo de uma geração competitiva do basquete nacional.
Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando liderou o Brasil na vitória histórica sobre os Estados Unidos dentro do próprio território norte-americano. O resultado permanece como um dos capítulos mais emblemáticos da história do esporte brasileiro.
Apesar de ter sido escolhido no draft da NBA em 1984, Oscar optou por manter a carreira fora da liga norte-americana para continuar defendendo a seleção brasileira, decisão que reforçou sua imagem como atleta profundamente identificado com o país.
Ao longo da carreira, acumulou reconhecimentos internacionais relevantes, incluindo a entrada no Hall da Fama da FIBA e homenagens de entidades esportivas mundiais, consolidando seu nome como referência global do basquete.
Após encerrar a carreira profissional em 2003, seguiu atuando como embaixador do esporte, palestrante e incentivador da formação de novos atletas. Sua trajetória passou a ser frequentemente lembrada como exemplo de disciplina, competitividade e dedicação à camisa da seleção brasileira.
A morte de Oscar Schmidt representa o encerramento de um dos capítulos mais importantes da história do basquete nacional. Mais do que números e recordes, ele ajudou a consolidar o protagonismo internacional do Brasil na modalidade e inspirou gerações de atletas em todo o país.




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