PF prende ex-presidente do BRB em Brasília
Paulo Henrique Costa é investigado por supostas irregularidades em operações com o Banco Master; decisão foi autorizada pelo STF e integra nova fase da Operação Compliance Zero
A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (16), em Brasília, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, durante nova fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de irregularidades em operações financeiras envolvendo o banco público do Distrito Federal e o Banco Master.
A ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após avanço das apurações sobre possíveis violações de regras de governança, suspeitas de pagamento de vantagens indevidas e riscos financeiros relacionados a negociações conduzidas durante a gestão do ex-presidente.
Segundo os investigadores, a operação analisa a autorização de compras de ativos ligados ao Banco Master que teriam sido realizadas sem garantias financeiras consideradas adequadas pelos órgãos de controle. A Polícia Federal também apura a existência de uma estrutura destinada à ocultação de valores e eventual pagamento de propina por meio de operações imobiliárias.
Além da prisão do ex-presidente do BRB, agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. Um advogado ligado às tratativas investigadas também foi preso.
As suspeitas incluem possíveis crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, gestão irregular de instituição financeira e organização criminosa. Até o momento, a defesa do ex-presidente não havia se manifestado publicamente sobre as acusações.
A Operação Compliance Zero já vinha produzindo desdobramentos desde fases anteriores da investigação, quando Paulo Henrique Costa foi afastado da presidência do banco após questionamentos sobre operações envolvendo o Banco Master. O caso ganhou relevância nacional por envolver uma instituição financeira pública estratégica para o desenvolvimento econômico do Distrito Federal.
Relatórios enviados ao STF apontam que as transações investigadas podem ter gerado risco relevante ao patrimônio do banco público e levantam suspeitas sobre eventual pagamento de valores indevidos ligados às negociações.
O BRB ainda não divulgou posicionamento oficial detalhado sobre a nova fase da operação até a última atualização desta reportagem.
O avanço da investigação coloca novamente sob pressão a governança de bancos públicos regionais e reacende o debate sobre critérios técnicos, transparência e controles internos em operações de grande impacto financeiro conduzidas por instituições estatais.




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