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Brasília,26/02/2026

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    INSS e Lulinha | delação cita filho de Lula

    Ex-dirigentes do INSS em negociação de delação premiada teriam mencionado o nome de Lulinha; defesa nega envolvimento e pede acesso aos autos


    INSS e Lulinha | delação cita filho de Lula Delações no escândalo do INSS colocam o nome de Lulinha no centro do debate político. Defesa nega envolvimento, mas a frase que ecoa nos bastidores é antiga: o fruto nunca cai longe do pé.

    Por Cláudio Ulhoa

    “O fruto nunca cai longe do pé.” A frase, repetida em rodas políticas com ironia quase folclórica, voltou a circular em Brasília após a revelação de que dois ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social, presos desde novembro do ano passado, estariam em fase avançada de negociação de delação premiada e teriam citado o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

    Segundo apurações divulgadas por veículos nacionais, o ex-procurador do INSS e o ex-diretor de Benefícios teriam detalhado um esquema de descontos ilegais em aposentadorias. Os valores mencionados nas investigações são expressivos, envolvendo milhões de reais supostamente pagos por empresas ligadas às entidades investigadas. No meio da narrativa, aparece o nome do filho mais velho do presidente.

    A defesa de Lulinha, por sua vez, afirma que ele não participou de qualquer desvio, não recebeu valores ilícitos e não é formalmente investigado no caso. Os advogados solicitaram acesso aos autos junto ao Supremo Tribunal Federal, cujo relator do processo é o ministro André Mendonça. Até o momento, não há denúncia formal contra ele.

    Mas a política brasileira raramente perde a oportunidade de transformar investigação em espetáculo. A chamada CPI do INSS ganhou novo combustível com a possibilidade de delações cruzadas. Parlamentares já falam em quebra de sigilo e convocação de depoimentos. Nos bastidores, comenta-se que há uma corrida pela colaboração premiada. No jargão jurídico, é o velho dilema do prisioneiro: quem fala primeiro pode garantir benefícios; quem espera demais pode acabar sem barganha.

    O tom de deboche que tomou conta de parte da oposição é previsível. Para críticos do governo, a repetição do sobrenome em escândalos seria mera “coincidência genética”. Para aliados, trata-se de mais uma tentativa de desgaste político em ano pré-eleitoral. A verdade factual, até aqui, é objetiva: há delações em negociação, há nomes mencionados e há negativas formais de envolvimento.

    A ironia, contudo, tem vida própria na política nacional. Quando o assunto envolve família presidencial, a frase “o fruto nunca cai longe do pé” vira bordão automático. A diferença entre bordão e prova, entretanto, ainda precisa ser demonstrada nos autos.

    Enquanto isso, aposentados aguardam respostas sobre descontos indevidos em seus benefícios. E, como sempre, a pergunta que ecoa não é apenas quem citou quem, mas quem pagará a conta, política e judicialmente.

    O caso segue em investigação. O resto, por enquanto, é narrativa.




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