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Brasília,21/02/2026

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    Vorcaro se recusa a depor na CPMI do INSS após decisão do STF

    Banqueiro do Banco Master é investigado por suspeitas de fraudes em benefícios previdenciários e teve comparecimento tornado facultativo pelo Supremo


    Vorcaro se recusa a depor na CPMI do INSS após decisão do STF Daniel Vorcaro confirmou que não irá depor na CPMI do INSS após decisão do STF que tornou facultativo seu comparecimento.

    O empresário Daniel Vorcaro confirmou que não irá comparecer ao depoimento marcado para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões em todo o país.

    A decisão foi tomada após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu habeas corpus ao banqueiro, tornando facultativa sua presença na comissão. Vorcaro figura na condição de investigado, o que, segundo entendimento da Corte, garante o direito constitucional ao silêncio e à não autoincriminação.

    A defesa informou oficialmente à CPMI que, diante da decisão judicial, o empresário não comparecerá à sessão prevista para a próxima semana. Parlamentares reagiram com críticas e avaliam que a ausência compromete o avanço das investigações.

    Investigação envolve fraudes no INSS

    A CPMI foi instalada para apurar denúncias de irregularidades envolvendo empréstimos consignados e descontos não autorizados em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. Estima-se que milhares de aposentados tenham sido prejudicados por cobranças sem consentimento formal.

    O Banco Master aparece entre as instituições citadas nos relatórios preliminares da comissão. A suspeita é de que contratos tenham sido firmados sem autorização adequada dos beneficiários, com intermediação de associações e correspondentes financeiros.

    STF libera ausência, mas mantém compartilhamento de dados

    Apesar de dispensar o depoimento presencial, o STF determinou que informações obtidas por meio de quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático sejam compartilhadas com a Polícia Federal e com a CPMI, fortalecendo a apuração técnica do caso.

    Na prática, a investigação segue baseada em documentos, laudos periciais, depoimentos de vítimas e relatórios financeiros, mesmo sem a oitiva direta do empresário neste momento.

    Reação política e próximos passos

    Integrantes da comissão afirmam que a decisão judicial enfraquece o papel fiscalizador do Congresso, mas reconhecem que o direito de defesa deve ser respeitado. Alguns parlamentares defendem a convocação de novos dirigentes do banco e de intermediários envolvidos no esquema.

    A expectativa é que, nas próximas semanas, a CPMI intensifique a análise de contratos, fluxos financeiros e eventuais vínculos políticos ou empresariais relacionados às operações investigadas.













    O relatório final deverá indicar responsabilidades civis, administrativas e criminais, podendo resultar em encaminhamentos ao Ministério Público e ao Judiciário.




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