Operação Verde Vivo 2026 | CBMDF reforça efetivo e tecnologia para enfrentar temporada de incêndios no DF

Com risco de estiagem severa e possibilidade de influência do El Niño, Corpo de Bombeiros amplia estrutura de combate e aposta em drones, satélites e monitoramento em tempo real


Operação Verde Vivo 2026 | CBMDF reforça efetivo e tecnologia para enfrentar temporada de incêndios no DF Corpo de Bombeiros reforça efetivo, tecnologia e monitoramento para enfrentar temporada de incêndios no Distrito Federal.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) intensificou os preparativos para enfrentar a temporada de incêndios florestais de 2026. Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade, o comandante do Grupamento de Proteção Ambiental, tenente-coronel Marcelino Costa, afirmou que a corporação trabalha com o pior cenário possível diante das previsões climáticas que apontam para uma possível atuação do fenômeno El Niño nos próximos meses.

Segundo o oficial, o fenômeno pode provocar redução das chuvas e aumento das temperaturas na região Centro-Oeste, deixando a vegetação mais seca e vulnerável aos incêndios. Apesar de os modelos climáticos ainda estarem sendo monitorados, o CBMDF já colocou em prática uma estratégia preventiva para minimizar os impactos de uma eventual temporada crítica.

A Operação Verde Vivo 2026 prevê a ampliação da estrutura de combate aos incêndios florestais. Além dos 25 grupamentos operacionais já existentes, serão instalados 12 postos avançados em áreas consideradas estratégicas. Durante os períodos mais críticos da estiagem, cerca de 200 bombeiros atuarão diariamente exclusivamente no combate ao fogo, podendo o efetivo chegar a até 1.500 militares mobilizados em uma única ocorrência de grande porte.

O Distrito Federal também contará com um robusto aparato tecnológico. O Centro de Gerenciamento Ambiental do CBMDF já está em funcionamento e utiliza imagens de satélite atualizadas a cada 15 minutos, drones equipados com câmeras térmicas e sistemas de inteligência artificial capazes de identificar focos de calor de forma precoce. A estrutura permite monitoramento em tempo real das áreas de risco e direcionamento mais eficiente das equipes em campo.

De acordo com o coronel Marcelino Costa, as regiões de Planaltina, São Sebastião, Sobradinho, Paranoá, Brazlândia, Santa Maria e Gama estão entre as que exigem maior atenção devido à extensa área rural e ao histórico de ocorrências. Ele também fez um alerta à população para que evite qualquer uso de fogo durante o período de seca, seja para limpeza de terrenos, descarte de restos de poda ou outras atividades que possam provocar incêndios descontrolados.

O comandante ressaltou ainda que a prevenção continua sendo a principal ferramenta no combate às queimadas e reforçou a importância da participação da sociedade. Segundo ele, a preservação do Cerrado depende da conscientização coletiva e da adoção de práticas seguras durante os meses de estiagem.




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