Damares Alves diz que Senado “não aguenta mais” interferência do STF
Senadora afirma que Congresso reage ao avanço do Judiciário sobre pautas legislativas e fala em possível primeiro impeachment de ministro da Suprema Corte
Durante entrevista ao Vozes da Comunidade, a senadora Damares Alves criticou decisões monocráticas do STF, afirmou que o Senado tem dado “respostas duras” ao Judiciário e defendeu que “cada poder fique no seu lugar”. Em meio ao aumento da tensão entre Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal, a senadora Damares Alves afirmou que o Senado “não aguenta mais” o que classificou como interferências do Judiciário em decisões que, segundo ela, deveriam ser debatidas exclusivamente pelo Parlamento.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade, ao comentar a reação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, diante dos recentes embates institucionais envolvendo ministros do STF e integrantes do Congresso.
Segundo Damares, o atual cenário representa uma escalada inédita na relação entre os Poderes. A parlamentar citou como exemplos o relatório da CPI do Crime Organizado, que teria pedido o indiciamento de ministros da Suprema Corte, além da rejeição recente de uma indicação ao STF pelo Senado.
“Estamos vivendo algo histórico. Tivemos a primeira rejeição e poderemos viver o primeiro impeachment de um ministro do Supremo”, afirmou a senadora.
Durante a entrevista, Damares criticou decisões do STF sobre temas considerados sensíveis e de forte impacto social, como a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal e debates relacionados ao aborto e à assistolia fetal. Para ela, o Supremo estaria avançando sobre competências do Legislativo.
A parlamentar também voltou a criticar decisões monocráticas de ministros da Corte, afirmando que “um único homem não eleito” não deveria tomar decisões que afetam toda a população brasileira sem ampla discussão parlamentar.
Apesar do tom duro, Damares defendeu uma retomada do diálogo entre os Poderes e afirmou que o país vive um momento em que “cada instituição precisa voltar ao seu devido lugar”.
As declarações acontecem em um momento de crescente tensão política em Brasília, marcado por discursos mais duros de senadores, pedidos de impeachment protocolados contra ministros do STF e críticas públicas ao protagonismo do Judiciário em pautas nacionais.
A fala da senadora repercute entre setores conservadores e amplia o debate sobre os limites constitucionais entre Legislativo e Judiciário, tema que deve continuar dominando os bastidores políticos nos próximos meses.




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