Damares Alves afirma no Vozes da Comunidade que Senado pode avançar com impeachment de ministros do STF
Senadora relaciona pressão popular, caso Banco Master e atuação de familiares de magistrados ao aumento da tensão entre Congresso e Supremo
Durante entrevista ao Vozes da Comunidade, Damares Alves afirmou que a pressão popular pode acelerar pedidos de impeachment contra ministros do STF em meio às denúncias envolvendo o caso Banco Master. Por Cláudio Ulhoa
Durante participação no programa Vozes da Comunidade, a senadora Damares Alves afirmou que o Senado Federal pode avançar nos próximos meses com pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada após questionamento do jornalista José Fernando Vilela sobre o agravamento da crise institucional entre os Poderes e as recentes denúncias envolvendo o Banco Master.
Na entrevista, Damares afirmou que a sociedade brasileira passou a enxergar ministros da Suprema Corte de forma diferente após sucessivas revelações envolvendo magistrados, familiares e supostos favorecimentos políticos e jurídicos.
“Há um ano atrás a gente olhava para a Suprema Corte e dizia: são deuses, são intocáveis. Hoje nós temos ministros na berlinda”, declarou.
A parlamentar citou o ministro Dias Toffoli ao mencionar supostos vínculos familiares relacionados ao caso Banco Master. Também mencionou o ministro Alexandre de Moraes, citando contratos milionários ligados à esposa do magistrado e possíveis benefícios envolvendo viagens e relações institucionais.
Outro nome citado pela senadora foi o ex-ministro Ricardo Lewandowski. Damares criticou a atuação de escritórios de advocacia ligados a familiares de ministros e questionou o que chamou de influência indireta dentro do sistema judiciário brasileiro.
Segundo a senadora, a pressão popular sobre o Senado aumentou nos últimos meses e pode influenciar diretamente o avanço de processos contra integrantes do STF.
“A sociedade está pedindo uma reação. O Senado não pode fingir que não está vendo isso”, afirmou.
A declaração amplia ainda mais o clima de tensão política entre setores do Congresso Nacional e ministros da Suprema Corte, em um momento marcado por embates institucionais, investigações e críticas sobre os limites de atuação entre os Poderes da República.
Até o momento, os ministros citados não se pronunciaram oficialmente sobre as declarações feitas pela senadora no programa.




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