“Vamos chegar até eles” | Damares Alves eleva pressão sobre denúncias envolvendo Vero Notícias e caso Banco Master

Reportagem do Fatos Online recebimento milionário pelo Vero Notícias e amplia pressão por investigações sobre influência política e ataques coordenados em Brasília


“Vamos chegar até eles” | Damares Alves eleva pressão sobre denúncias envolvendo Vero Notícias e caso Banco Master As declarações da senadora Damares Alves e a denúncia publicada pelo Fatos Online envolvendo o portal Vero Notícias elevaram a tensão política em Brasília.

Por Cláudio Ulhoa

Brasília já foi palco de inúmeros escândalos políticos ao longo das últimas décadas. Mas poucas vezes surgiram denúncias tão sensíveis envolvendo, simultaneamente, dinheiro, influência digital, veículos de comunicação, ataques coordenados e possíveis conexões políticas nos bastidores do poder.

O caso envolvendo o Banco Master ganhou novos capítulos após declarações da senadora Damares Alves durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade. A parlamentar afirmou acompanhar pessoalmente as investigações relacionadas a supostos repasses milionários destinados a influenciadores, blogs e plataformas digitais.

As denúncias ganharam força após reportagem publicada pelo portal Fatos On-line citar notas fiscais emitidas pelo blog Vero Notícias, ligado ao ex-senador Gim Argello, condenado na Operação Lava Jato a 11 anos e 8 meses de prisão por corrupção envolvendo a CPMI da Petrobras.

Segundo a reportagem, o blog teria recebido cerca de R$ 23 milhões em contratos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. As informações, no entanto, ainda dependem de apuração oficial e não possuem decisão judicial definitiva.

Durante a entrevista, Damares afirmou que o Congresso Nacional passou a observar com preocupação a possível utilização de estruturas digitais para promover campanhas de desconstrução de imagem contra autoridades públicas, investigadores e adversários políticos.

“Olha, veja só, nós estamos investigando tudo isso. Eu, especialmente, estou investigando mesmo”, declarou a senadora.

A parlamentar fez questão de diferenciar contratos legítimos de publicidade de possíveis irregularidades envolvendo influência política e ataques coordenados.

“Uma coisa é o patrocínio. As emissoras vivem disso. Outra coisa são contratações para desconstrução de imagem”, afirmou.

Nos bastidores de Brasília, o caso passou a ser tratado como uma possível bomba política de grandes proporções. O principal temor entre parlamentares é que recursos financeiros tenham sido utilizados para financiar campanhas digitais de desgaste institucional, manipulação narrativa e pressão política coordenada.

Caso as investigações confirmem o uso estruturado de plataformas digitais para atacar instituições, jornalistas, parlamentares ou autoridades públicas, o país poderá estar diante de um dos maiores escândalos envolvendo influência digital e comunicação política já registrados na capital federal.

Damares também afirmou que parlamentares ligados às investigações passaram a sofrer ataques sistemáticos após o avanço das apurações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília.

“Todos que começaram a investigar o Banco Master passaram a receber ataques coordenados. Pegam falas, distorcem informações e promovem campanhas de desconstrução”, disse.

Segundo a senadora, influenciadores nacionais, blogs e plataformas digitais já teriam aparecido em investigações conduzidas por grupos de trabalho e CPIs no Senado Federal. Ela confirmou ainda que parlamentares solicitaram o compartilhamento de informações da Polícia Federal relacionadas a comunicadores e influenciadores supostamente envolvidos em campanhas de desgaste político e institucional.

“Pedimos o compartilhamento das investigações da Polícia Federal sobre influenciadores que estariam recebendo dinheiro para promover essa desconstrução”, afirmou.

As declarações aumentaram a pressão pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito específica para investigar o Banco Master. Segundo Damares, já existe inclusive um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal solicitando a abertura imediata da CPI.

Se a comissão avançar, Brasília poderá assistir a novos desdobramentos envolvendo operadores políticos, contratos milionários, estruturas digitais e possíveis conexões entre comunicação, poder e dinheiro.

Até o momento, todas as denúncias seguem em fase de investigação e não há condenações definitivas relacionadas aos fatos citados pela senadora ou pela reportagem do Fatos On-line.

Ainda assim, o episódio já extrapolou a esfera financeira. O caso agora levanta questionamentos profundos sobre os limites éticos da comunicação política, o uso de influência digital e os mecanismos de poder que atuam nos bastidores de Brasília.




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