Toni Duarte relembra carreira em podcast

Em entrevista ao Pod Elas no Comando, presidente da ABBP fala sobre vocação jornalística, a luta pelos portais de notícias, bastidores da política em Brasília e os desafios da profissão em tempos de polarização e inteligência artificial


Toni Duarte relembra carreira em podcast Uma trajetória marcada por coragem, bastidores e transformação do jornalismo digital: Toni Duarte compartilha história, visão política e a força dos portais no Pod Elas no Comando.

Por Cláudio Ulhoa

O jornalista Toni Duarte, presidente da Associação Brasileira de Portais de Notícias, a ABBP, participou de uma entrevista ao podcast Pod Elas no Comando e fez um balanço de sua trajetória profissional, da transformação do jornalismo digital e do cenário político no Distrito Federal. Ao longo da conversa, ele também destacou a importância da regulamentação que passou a garantir espaço para mídias alternativas e comunitárias na distribuição da publicidade oficial do Governo do Distrito Federal.

Durante o episódio, Toni afirmou que a regulamentação representa uma conquista Importante para os veículos independentes. Segundo ele, a previsão legal existia desde 2014, mas só agora saiu do papel com a assinatura do decreto pelo governador Ibaneis Rocha. Na avaliação do jornalista, a medida tira o jornalismo digital da invisibilidade e amplia as oportunidades para portais médios e pequenos, que durante anos ficaram fora do mercado institucional de publicidade pública.

Ao falar de sua própria história, Toni Duarte relembrou que nasceu no Maranhão e começou cedo no jornalismo, em um período em que as redações ainda funcionavam em outro ritmo, com processos gráficos antigos e forte presença do rádio. Ele contou que atuou em jornal impresso, foi fotógrafo, repórter, editor, e também apresentador de rádio, sempre com perfil combativo. Em um dos trechos mais marcantes da entrevista, revelou que sofreu um atentado a bala em 1995, após denunciar crimes e corrupção em São Luís. Depois de receber ameaças, decidiu deixar o estado e recomeçar a vida em Brasília com a família.

Na capital federal, Toni construiu uma nova trajetória. Trabalhou na Senado FM, atuou por anos na comunicação ligada ao Senado e, mais tarde, decidiu voltar ao jornalismo digital com a criação do portal Radar DF. A partir dessa experiência, passou a defender a organização do setor e ajudou a consolidar a ABBP como entidade representativa dos portais de notícias. No podcast, ele lembrou que o processo não foi simples, mas disse que a associação amadureceu, ganhou sede, ampliou sua presença para outros estados e passou a atuar como referência nacional.

Ao comentar os critérios adotados pela ABBP, Toni explicou que a entidade exige compromisso profissional e ético dos veículos associados. Entre as regras, citou a necessidade de tempo mínimo de atividade, presença de jornalista responsável, comprovação de audiência e rejeição a práticas ligadas à desinformação. Para ele, os portais cresceram, se profissionalizaram e hoje ocupam um espaço que antes era concentrado em grandes grupos tradicionais de comunicação.

A entrevista também entrou no campo político. Toni avaliou que o governo Ibaneis Rocha chega forte ao processo sucessório no Distrito Federal, com alta aprovação e capacidade de transferência política. Na leitura dele, Celina Leão desponta como nome competitivo para a disputa ao Palácio do Buriti, enquanto outros nomes do cenário local enfrentam dificuldades para recuperar fôlego eleitoral. Em âmbito nacional, o jornalista apontou disputas internas na direita, criticou a lógica de famílias que tentam transformar mandatos em herança política e afirmou que o país vive um ambiente de intensa polarização.

Mesmo com o tom firme em vários momentos, Toni ressaltou que o jornalismo precisa manter o compromisso com a checagem e a responsabilidade, especialmente diante do avanço da inteligência artificial e da circulação de conteúdos manipulados. Segundo ele, o risco de distorções na campanha de 2026 será ainda maior, exigindo mais preparo dos comunicadores e orientação jurídica para evitar armadilhas.

Na parte final do episódio do Pod Elas no Comando, Toni Duarte também dedicou uma mensagem às mulheres, destacando a gravidade da violência de gênero e defendendo mais presença feminina nos espaços de poder. Para ele, fortalecer vozes femininas na comunicação e na política é parte essencial da construção de uma sociedade mais consciente, segura e democrática.

A participação de Toni Duarte no Pod Elas no Comando reuniu memória profissional, crítica política e defesa do jornalismo independente, em uma conversa que ajuda a compreender não apenas a trajetória de um dos nomes mais conhecidos dos portais de Brasília, mas também as mudanças que vêm redesenhando a comunicação digital no Distrito Federal e no país.





COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.