Qualifica DF alcança 66,2 mil certificados

Programa do GDF formou cerca de 2 mil alunos em nova etapa e já projeta ampliar o número de capacitados ao longo de 2026, com foco em profissões de alta demanda no Distrito Federal


Qualifica DF alcança 66,2 mil certificados Qualifica DF formou cerca de 2 mil alunos em nova etapa e já ultrapassou 66,2 mil certificados entregues desde 2022 no Distrito Federal. O programa aposta em cursos gratuitos voltados às profissões que mais contratam e tenta aproximar qualificação e

O programa Qualifica DF voltou a ganhar força no Distrito Federal com a formatura de cerca de 2 mil alunos em cerimônia realizada no Ginásio do Cruzeiro. A iniciativa, criada em 2022 pelo Governo do Distrito Federal e coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, ultrapassou a marca de 66,2 mil certificados entregues desde o início das atividades, consolidando-se como uma das principais vitrines de qualificação profissional gratuita da capital.

Mais do que um evento simbólico, a nova formatura reforça o peso político e social de um programa que tenta responder a uma das maiores dores do mercado de trabalho: a distância entre a vaga disponível e a mão de obra preparada para ocupá-la. Segundo o GDF, a seleção dos cursos foi baseada em pesquisa de campo para mapear as 70 profissões que mais contratam no Distrito Federal. A partir desse levantamento, a estrutura do Qualifica DF passou a concentrar esforços em áreas com demanda real de contratação.

Durante a solenidade, a vice-governadora Celina Leão destacou que o programa tem impacto direto na abertura de oportunidades e no fortalecimento do empreendedorismo, principalmente para quem busca uma fonte de renda ou tenta melhorar a posição no mercado. A fala segue uma linha já conhecida do governo: apostar na qualificação como ferramenta de inclusão produtiva. Na prática, o desafio é fazer com que essa formação se converta em emprego formal, renda estável e mobilidade social.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes, afirmou que os formandos desta etapa serão encaminhados para processos seletivos de empresas parceiras. Ele também informou que a próxima fase do programa já começa com mais de 14 mil inscritos e a expectativa do governo é chegar ao fim de 2026 com aproximadamente 25 mil pessoas passando pelos cursos presenciais, que têm duração média de três meses.

Esse dado é importante porque revela duas coisas ao mesmo tempo. A primeira é a procura elevada por capacitação gratuita no DF, o que por si só expõe a pressão por recolocação profissional e geração de renda. A segunda é que o programa ganhou escala e se transformou numa política pública com capilaridade. Quando um projeto ultrapassa 66 mil certificados em quatro anos de funcionamento, ele deixa de ser apenas uma ação pontual e passa a ocupar espaço relevante na agenda de trabalho e renda.

Os cursos têm carga horária de 240 horas e abrangem setores estratégicos como administração, comércio, serviços, saúde, indústria, tecnologia, agricultura e meio ambiente. Entre as capacitações oferecidas estão formação para eletricista predial, atendente de farmácia, auxiliar de recursos humanos, auxiliar de cozinha, designer gráfico básico, cuidador de idosos, manicure e pedicure, manutenção de equipamentos de informática, jardinagem e paisagismo, entre outras.

Um dos pontos que ajudam a explicar a adesão ao programa é o pacote de suporte oferecido aos alunos. Além da gratuidade, o Qualifica DF fornece vale-transporte, lanche diário, seguro contra acidentes pessoais, uniforme, material didático e certificado. Para muita gente, esse conjunto faz diferença entre conseguir estudar e desistir no meio do caminho. Em programas públicos de qualificação, não basta abrir vaga. É preciso criar condições reais de permanência, especialmente para alunos em situação de vulnerabilidade.

Os relatos apresentados pelo governo durante a formatura ajudam a ilustrar esse cenário. Um dos formandos, Luciano dos Santos, de 50 anos, concluiu o curso de eletricista predial e afirmou que já atuava na área de manutenção, mas sem a bagagem técnica necessária para alcançar melhores salários. Já Sandra Costa, de 26 anos, recém-chegada ao DF, destacou que o Qualifica DF é de fato gratuito e oferece estrutura para o aluno estudar. Outro exemplo citado foi o de Lucas Fernando Souza, de 32 anos, pessoa com deficiência física, que escolheu o curso de recursos humanos em busca de qualificação e novas oportunidades. O programa reserva vagas para pessoas com deficiência, o que amplia o alcance social da política pública.

Ainda assim, a análise mais séria sobre o Qualifica DF não pode parar na entrega do certificado. O número expressivo de formandos é positivo, mas o indicador decisivo continua sendo a empregabilidade depois da capacitação. Quantos conseguem vaga? Quantos empreendem? Quantos aumentam renda após a formação? Esses resultados são os que realmente definem o sucesso de longo prazo de qualquer programa de qualificação profissional. Sem essa medição, há risco de a política pública virar apenas estatística de cerimônia.

No momento, o que se vê é um programa robusto, com forte procura, diversidade de cursos e discurso alinhado à realidade do mercado. Para participar, é preciso ter mais de 16 anos, morar no Distrito Federal, estar em situação regular no país e possuir a escolaridade exigida para o curso escolhido. As inscrições para os próximos ciclos são divulgadas no site da Sedet-DF.

Para o DF, onde o desemprego, a informalidade e a busca por renda extra ainda pressionam milhares de famílias, a expansão de uma política como essa tem peso concreto. O desafio daqui para frente será transformar volume de certificados em volume de contratações. Esse é o ponto que separa propaganda de resultado.




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