Consumo de ultraprocessados ainda preocupa no DF
Consumo cai no DF, mas alimentação industrializada ainda domina rotina de crianças, jovens e adultos
Dados da Secretaria de Saúde revelam que, apesar da queda no consumo entre adultos, alimentos ultraprocessados ainda fazem parte da rotina alimentar da maioria da população do Distrito Federal. O Distrito Federal registrou uma pequena melhora nos hábitos alimentares da população, mas os números ainda estão longe do ideal. Levantamento recente da Secretaria de Saúde do DF aponta que o consumo de alimentos ultraprocessados diminuiu entre adultos, porém permanece elevado e segue como motivo de alerta para especialistas em nutrição e saúde pública.
De acordo com os dados mais recentes do monitoramento realizado pela Atenção Primária à Saúde, cerca de 67% dos adultos no DF ainda consomem alimentos ultraprocessados com frequência. Em 2023, esse índice era ainda maior, chegando a mais de 72%, o que mostra uma leve redução, mas não suficiente para mudar o cenário de preocupação.
Produtos industrializados como refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, embutidos e refeições prontas continuam presentes na rotina alimentar de grande parte da população. Esses alimentos, geralmente ricos em açúcar, sódio, gorduras e aditivos químicos, são associados ao aumento de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, obesidade e problemas cardiovasculares.
O cenário se torna ainda mais delicado quando o recorte envolve crianças e adolescentes. Dados da Secretaria de Saúde indicam que mais de 80% das crianças entre 5 e 10 anos consomem ultraprocessados, enquanto uma parcela significativa já apresenta excesso de peso.
Entre adolescentes, o padrão alimentar também preocupa: quase 85% consomem esse tipo de alimento regularmente, refletindo mudanças no estilo de vida e na forma como as refeições vêm sendo substituídas por produtos rápidos e industrializados.
Especialistas alertam que hábitos como comer em frente à televisão, substituir refeições por lanches industrializados e o consumo frequente de bebidas açucaradas contribuem diretamente para o aumento dos problemas de saúde ao longo da vida.
Em contraste, os dados mostram que a população idosa tende a manter hábitos mais saudáveis. A maioria ainda prioriza alimentos naturais como feijão, arroz, frutas, verduras e legumes, além de manter maior regularidade nas refeições.
Para a Secretaria de Saúde, o levantamento ajuda a orientar políticas públicas e campanhas de conscientização sobre alimentação saudável. A meta é estimular a população a reduzir o consumo de produtos industrializados e aumentar a presença de alimentos naturais no dia a dia.
Apesar da leve queda nos números, especialistas reforçam que o desafio ainda é grande. Mudar hábitos alimentares exige educação nutricional, acesso a alimentos frescos e políticas públicas que incentivem escolhas mais saudáveis desde a infância.




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