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Brasília,01/03/2026

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    Palmeiras troca gramado e perde R$ 14 mi

    Clube abre mão de bilheteria milionária para reformar o Allianz Parque e prioriza qualidade do campo em meio à reta decisiva da temporada


    Palmeiras troca gramado e perde R$ 14 mi Palmeiras abre mão de R$ 14 milhões para reformar o gramado do Allianz Parque e aposta em qualidade técnica para a reta decisiva da temporada.

    O Sociedade Esportiva Palmeiras decidiu abrir mão de aproximadamente R$ 14 milhões em receita de bilheteria para viabilizar a troca do gramado do Allianz Parque. A medida obrigou o clube a mandar partidas na Arena Barueri, reduzindo significativamente o faturamento com público nos primeiros compromissos da temporada.

    A decisão, segundo apuração esportiva, foi estratégica. A diretoria entendeu que o campo sintético apresentava desgaste acima do ideal e poderia comprometer desempenho técnico e integridade física dos atletas, especialmente em fase decisiva do calendário.

    Queda brusca de arrecadação

    Os números escancaram o impacto financeiro. Nos primeiros jogos como mandante em Barueri, o Palmeiras arrecadou pouco menos de R$ 4 milhões. No mesmo período do ano anterior, atuando no Allianz Parque, a receita havia superado R$ 18 milhões.

    A diferença, próxima dos R$ 14 milhões, representa uma escolha clara: sacrificar caixa no curto prazo para preservar estrutura esportiva no médio e longo prazo.

    Obra acelerada para decisão

    A substituição do gramado sintético ocorre sob pressão do calendário. O clube trabalha para que o estádio esteja liberado caso avance às fases finais do Campeonato Paulista. A empresa responsável intensificou o cronograma para garantir entrega dentro do prazo técnico exigido.

    O modelo de grama segue padrões homologados internacionalmente, com certificação para competições de alto nível. A intervenção faz parte de um planejamento estrutural discutido entre o clube e a administradora da arena.

    Estratégia esportiva ou risco financeiro?

    A decisão divide opiniões. Do ponto de vista esportivo, investir na qualidade do gramado reduz risco de lesões, melhora desempenho técnico e fortalece mando de campo. Sob a ótica financeira, trata-se de abrir mão de receita relevante em um cenário de futebol cada vez mais pressionado por custos elevados.

    O Palmeiras, no entanto, sinaliza que aposta na competitividade como ativo principal. Campo em boas condições pode significar resultados melhores, e títulos geram receitas superiores no longo prazo.

    A troca do gramado revela uma gestão que prioriza infraestrutura e performance, mesmo com impacto imediato no caixa. Resta saber se o retorno esportivo compensará o sacrifício financeiro.




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