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Brasília,20/02/2026

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    Discurso de Lula sobre IA expõe despreparo

    Na Índia, presidente repete retórica contra big techs, ignora inovação e reforça discurso de controle estatal


    Discurso de Lula sobre IA expõe despreparo Discurso de Lula sobre inteligência artificial gera críticas por falta de conteúdo técnico e excesso de viés ideológico.

    Por Cláudio Ulhoa

    As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma cúpula internacional sobre inteligência artificial, na Índia, revelam mais do que preocupação com democracia: expõem despreparo técnico, visão ultrapassada e uma insistência recorrente em associar tecnologia à ameaça, e não à oportunidade.

    Ao comparar a IA a marcos históricos como a aviação e a corrida espacial, Lula até acerta no diagnóstico da relevância do tema. O problema começa quando, logo em seguida, transforma esse avanço em pretexto para defender mais regulação, mais intervenção e mais controle estatal sobre plataformas digitais.

    Na prática, o discurso não traz propostas concretas, dados técnicos ou soluções equilibradas. Limita-se a repetir um velho roteiro: acusar empresas de “dominação”, “exploração” e “ameaça à democracia”, sem reconhecer que são justamente essas tecnologias que hoje sustentam inovação, competitividade e crescimento econômico.

    Retórica ideológica, não técnica

    Fica evidente que Lula não domina o tema. Seu discurso soa como leitura mecânica de um texto preparado por assessores, sem capacidade de aprofundamento ou improviso. Não há explicação sobre modelos de IA, riscos reais, governança internacional ou impactos produtivos. Há apenas slogans políticos embalados como preocupação social.

    Quando fala em “regular”, o presidente não deixa claro o que quer regular, como quer regular e com quais critérios. No histórico do PT, esse tipo de discurso quase sempre significa ampliar o poder do Estado sobre a informação, as plataformas e o debate público.

    Não se trata de proteger o cidadão. Trata-se de controlar narrativas.

    Brasil na contramão do mundo

    Enquanto países investem em pesquisa, formação de talentos, atração de startups e integração da IA à indústria, Lula escolhe o caminho da desconfiança. Demoniza big techs, trata inovação como ameaça e reforça a imagem de um Brasil hostil ao empreendedorismo digital.

    O resultado é previsível: fuga de investimentos, atraso tecnológico e perda de competitividade. Em vez de criar um ambiente favorável ao desenvolvimento, o governo insiste em impor barreiras, burocracias e insegurança jurídica.

    Setores como agronegócio, logística, saúde e finanças já utilizam inteligência artificial com ganhos concretos. Mas isso acontece apesar do governo, não por causa dele.

    Regulação como instrumento político

    O discurso também se conecta à tentativa constante de ampliar o controle sobre redes sociais. Sob o argumento de combater desinformação, o governo flerta com mecanismos que fragilizam a liberdade de expressão.

    A experiência internacional mostra que regulações mal desenhadas não combatem abusos: apenas concentram poder nas mãos do Estado. E, historicamente, governos que controlam informação raramente o fazem em nome da democracia.

    Lula evita a palavra “censura”. Prefere termos como “governança”, “regulação” e “responsabilidade”. Mas o conteúdo é o mesmo: limitar, vigiar e interferir.

    Um presidente preso ao passado

    O mundo discute como acelerar o desenvolvimento da IA. O Brasil discute como freá-la.

    Enquanto líderes globais falam em inovação, Lula fala em dominação. Enquanto outros investem em futuro, ele insiste em narrativas do século passado. A tecnologia avança, mas o discurso presidencial permanece estagnado.

    Ao invés de liderar o país na nova economia digital, Lula prefere ocupar o papel de crítico desconfiado, mais preocupado em preservar poder político do que em estimular progresso.




















    No fim, seu discurso na Índia não projeta o Brasil como protagonista. Projeta como um país que teme a modernidade e escolhe o atraso como política pública.




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