Detran-DF mira 4 mil motoristas por infrações graves

Condutores podem ter CNH suspensa por até 12 meses; maioria dos casos envolve álcool ao volante, recusa ao bafômetro e manobras perigosas.


Detran-DF mira 4 mil motoristas por infrações graves Detran-DF divulga lista com 4 mil motoristas que podem perder o direito de dirigir

O Detran-DF divulgou, nesta quinta-feira (7), uma nova lista com 4.022 motoristas que podem ter o direito de dirigir suspenso no Distrito Federal. A medida atinge condutores envolvidos em infrações consideradas graves e gravíssimas, com penalidades que podem variar de dois a 12 meses sem poder conduzir veículos.

A relação foi publicada por meio da Instrução nº 165, de 4 de maio de 2026. Segundo o órgão, a abertura dos processos ocorre após o esgotamento das possibilidades de defesa dentro do próprio Departamento de Trânsito. Mesmo assim, os motoristas ainda terão prazo de 30 dias, a partir da notificação, para apresentar recurso à Junta Administrativa de Recursos de Infrações, a Jari.

Somente em 2026, o Detran-DF já publicou 6.838 penalidades de suspensão do direito de dirigir. O número reforça o tamanho do desafio enfrentado pelas autoridades de trânsito em Brasília: reduzir comportamentos que colocam em risco motoristas, passageiros, motociclistas, ciclistas e pedestres.

A maior parte dos processos está relacionada a álcool e direção. Entram nessa lista tanto os casos de condutores flagrados dirigindo após o consumo de bebida alcoólica quanto aqueles que se recusaram a fazer o teste do etilômetro.

Também aparecem na relação infrações como disputa de corrida, manobras perigosas, condução de motocicleta sem capacete, excesso de velocidade acima de 50% do limite permitido, transposição de bloqueio policial e uso de veículo para interromper ou perturbar a circulação em vias públicas sem autorização.

Para o gerente de Registro e Controle de Penalidades do Detran-DF, Rodrigo Xavier, a instauração dos processos é necessária para garantir o cumprimento da legislação e combater a sensação de impunidade.

“O nosso trabalho é garantir que a lei seja cumprida e que os infratores não tenham a sensação de impunidade. As condutas que ensejam a aplicação da penalidade de suspensão do direito de dirigir são infrações gravíssimas, que colocam em risco a segurança do trânsito e devem ser coibidas”, afirmou.

A suspensão da CNH não é apenas uma punição administrativa. Na prática, ela funciona como um alerta sobre comportamentos que podem provocar acidentes graves e mortes no trânsito. No caso do DF, a reincidência de infrações ligadas ao álcool, velocidade e imprudência mostra que a fiscalização ainda precisa caminhar junto com educação, prevenção e responsabilização.

Após o julgamento definitivo do recurso, ou caso o motorista não apresente defesa dentro do prazo, a penalidade será aplicada.




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