Celina reage e nega ligação com ex-presidente do BRB

Governadora critica “narrativas oportunistas” ao comentar caso envolvendo Paulo Henrique Costa


Celina reage e nega ligação com ex-presidente do BRB Celina Leão nega vínculo com ex-presidente do BRB preso e critica “narrativas” políticas

A governadora do Distrito Federal endureceu o discurso ao comentar a crise envolvendo o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa. Em declaração pública, ela afirmou que não possui qualquer preocupação com o caso e negou qualquer tipo de vínculo político ou pessoal com o ex-dirigente.

“Eu não tinha nenhuma afinidade, não participei de indicação política e não havia proximidade. Eu já havia avisado, há um ano e meio, que ele não ficaria no meu governo”, afirmou a governadora, em fala direta que busca afastar seu nome de qualquer desdobramento da investigação. A declaração reforça a estratégia de delimitar responsabilidades e estabelecer distanciamento institucional em meio à crise.

Nos bastidores, o caso ganha contornos ainda mais complexos. Fontes ligadas à defesa de Paulo Henrique Costa têm atuado para inserir o nome da governadora no centro da narrativa, em meio a tratativas de uma possível delação, ainda sem acordo formal com a Procuradoria-Geral da República. A informação que circulou na coluna do jornalista Lauro Jardim teria como origem interlocutores próximos à estratégia de defesa, o que levanta questionamentos sobre o uso político de vazamentos em momento sensível.

A articulação envolve nomes conhecidos do meio jurídico e político. O advogado Willer Tomaz, sócio de Eugênio Aragão no escritório Aragão & Tomaz Advogados Associados, aparece no entorno das movimentações. Aragão foi contratado para atuar justamente nas negociações de delação de Costa. Tomaz também atua na defesa do ex-governador José Roberto Arruda, que, mesmo inelegível, se movimenta politicamente no Distrito Federal, o que adiciona um componente eleitoral ao cenário.

A leitura política do episódio aponta para uma tentativa de ampliar o alcance da crise para além do campo jurídico. Em meio a um ambiente pré-eleitoral, a associação de nomes pode funcionar como instrumento de desgaste. Até o momento, no entanto, não há comprovação de vínculo direto da governadora com os fatos investigados, o que exige cautela na análise e reforça a necessidade de separar investigação oficial de narrativa política.

Ao reagir publicamente, Celina Leão também sinaliza que pretende enfrentar o desgaste com discurso firme e foco na gestão. “Sempre vai ter narrativas oportunistas. Quando não tem o que falar, inventam. Enquanto eles inventam, eu trabalho”, afirmou. A frase sintetiza a linha adotada pelo governo: negar envolvimento, criticar adversários e tentar manter a agenda administrativa como eixo central em meio à turbulência política.




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